Sábado, 29 de Abril de 2017

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Brasil

Publicada em 07/01/13 - 739 visualizações
Ato em memória de conselheiros tutelares mortos foi realizado em Salgueiro

Juliana Souza

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 (Foto: Juliana Souza)

O assassinato dos três conselheiros tutelares do município de Porção, no Agreste pernambucano, foi lembrado em ato ecumênico na manhã desta quinta-feira (12). Foi realizada uma missa pelo padre Manoel, na Catedral de Santo Antônio. Conselheiros tutelares dos municípios de Salgueiro, Serrita, Mirandiba e Parnamirim, além de funcionários do Creas municipal e estadual estiveram presentes. O vereador Pedro de Compadre esteve presente a missa. Após a missa os participantes saíram em caminha ate a frente da prefeitura.

Conselheiro tutelar da cidade de Parnamirim, Darlan Silva, prestou seus sentimentos às famílias das vitimas, "Estamos na lutas dos direitos das nossas crianças e adolescentes, e como esse movimento queremos que os políticos olhem para nós conselheiros,", disse.

Em nível nacional, pretende-se, ainda, realizar atos públicos para exigir das autoridades responsáveis a plena aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente e uma política de proteção à vida dos Conselheiros Tutelares e dos defensores dos direitos humanos em geral.

"Ficamos muito comovidos com essa situação que aconteceu na cidade de Porção, esse crime bárbaro e não poderíamos ficar de fora dessa homenagem. Estamos aqui prestando a nossa solidariedade aos conselheiros," destacou Pedro de Compadre, presidente da Câmara de vereadores.

"Estamos abalados e com medo, a missão do conselheiro tutelar não é fácil. Não somos só conselheiros, somos policia somos tudo. A população não entende que o papel do conselho é só ouvir e encaminhar e não fazer papel de policia. Estamos fazendo essa manifestação para que a população entenda qual é o nosso papel", disse Sinval Granjeiro Filho.

Entenda o caso

O crime aconteceu em uma estrada de acesso ao Sítio Cafundó. As vitimas estavam dentro do carro quando foram mortas a tiros. Elas voltavam de Arcoverde, no Sertão, onde pegaram a criança, que vivia com o pai e a avó paterna. Nos fins de semana, quinzenalmente, a menina ficava com os avós por parte da mãe. Segundo a PM, após a chacina, nem o pai nem a avó foram mais encontrados.

Foram mortos a tiros os conselheiros Daniel Farias, Carmem Lúcia Silva e Lindenberg Nóbrega, além da avó da criança, Ana Rita Venâncio. Depoimentos apontam que ameaças da avó paterna, que é oficial de Justiça, e do pai da criança aos avôs maternos eram constantes. A suspeita de que a avó materna, cujo nome está sendo mantido em sigilo, seja a mandante do crime ganhou mais força porque ela também responde a processo criminal por supostamente envenenar e matar a ex-nora e mãe da criança, jucy Venâncio, no ano de 2013. 




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